Casal de influencers troca avião por motorhome em viagem com o filho pelos EUA para ver o Brasil na Copa: 'Construindo memórias'
04/07/2026
(Foto: Reprodução) Influencers trocam avião por motorhome em viagem com o filho pelos EUA
"Por que fazer uma curta viagem de avião se a gente pode dirigir um motorhome por dias?". Foi essa a pergunta que o casal de influencers Marina Baldin Galeano e André Ferro Scardovelli, de 23 e 31 anos, se fez antes de dar início a uma road trip inesquecível pela costa leste dos Estados Unidos. E o principal: com paradas estratégicas para assistir aos jogos do Brasil pela Copa do Mundo.
Com mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais somadas, os criadores de conteúdo são conhecidos pelos vídeos de humor nos quais mostram detalhes do relacionamento e da família e falam sobre esportes em geral desde 2024.
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Marina é natural de Foz do Iguaçu (PR) e André, que atuava como médico antes de se tornar influencer, nasceu em Presidente Prudente (SP), onde o casal mora atualmente com o filho, Antônio Galeano Scardovelli, de quatro anos.
Acompanhados de um amigo de infância de André, Samuel Bellomo Marques, de 31 anos, eles chegaram a Nova Iorque de avião no dia 10 de junho. Em seguida, em 13 de junho, assistiram à estreia da Seleção Brasileira na Copa diante do Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. As duas equipes empataram em 1 a 1.
Seis dias depois, o grupo seguiu para a Filadélfia, onde acompanhou a partida entre Brasil e Haiti, no Lincoln Financial Field. Esta foi a primeira vitória da Seleção Brasileira na edição 2026 do campeonato mundial, pelo placar de 3 a 0.
Marina, André e Antônio chegaram aos Estados Unidos no dia 10 de junho
Arquivo pessoal
Como se não bastasse a oportunidade de assistir a dois jogos de Copa do Mundo, foi neste momento que a viagem em família ganhou ainda mais emoção: ao invés de viajar a Miami, local do terceiro jogo do Brasil, de avião, eles decidiram alugar um motorhome Leprechaun. Ao g1, o casal conta que a opção pela road trip teve um motivo bem específico.
"O André tem muito medo de avião. Viajar até aqui já foi uma 'superação' para ele, então nós decidimos considerar esse receio dele e usar para conhecer o máximo de lugares que a gente pudesse. Já era um sonho bem antigo nosso poder viajar de motorhome juntos e, então, vimos que era o momento perfeito para realizar isso", explicam.
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Foram 18 horas de viagem até o Hard Rock Stadium, em Miami, onde a Seleção Brasileira derrotou a Escócia por 3 a 0 e garantiu a vaga no mata-mata da Copa do Mundo. O Leprechaun precisou ser devolvido na Flórida, mas apenas para dar espaço a um novo motorhome: o Hurricane, que foi apelidado carinhosamente de Harry Kane em homenagem ao centroavante inglês.
A bordo do segundo motorhome, Marina, André, Antônio e Samuel encararam mais 18 horas de estrada rumo a Houston, onde viram de perto a classificação do Brasil para as oitavas de final após a vitória sobre o Japão por 2 a 1, no NRG Stadium. Agora, eles estão retornando a Nova Iorque (mais 24 horas de viagem!) para assistir a Brasil x Noruega neste domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium.
"Estamos indo para ver o próximo jogo no domingo contra a Noruega, e essa é a nossa única previsão no momento. A volta para casa é um mistério, ainda não sabemos ao certo", admitem os viajantes, que já passaram por mais de dez estados do país norte-americano: Maryland, Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Geórgia, Flórida, Alabama, Mississippi, Louisiana, Texas, Nova Jersey e Nova Iorque. Veja o trajeto completo baixo.
Marina, André, Antônio e Samuel já passaram por mais de dez estados do EUA
Raissa Oliveira/g1
A rotina na estrada
Para conseguir chegar aos locais planejados a tempo, o grupo dirige cerca de cinco a seis horas por dia. A rotina diária começa cedo, com café da manhã feito no próprio motorhome: café preto e pão torrado com geleia, manteiga ou pasta de amendoim.
Depois de algumas horas na estrada, eles param para comer. Quando encontram um bom restaurante, aproveitam; caso contrário, vão a algum fast-food mesmo. No fim do dia, começa a busca por um local para estacionar o veículo e dormir.
"Preferimos campings, porque têm água e energia, o que deixa tudo muito mais prático. Quando dormimos em postos de combustíveis, usamos a água, o banheiro e o gerador do próprio motorhome, o que funciona bem por apenas uma noite. O banho pode ser nos banheiros dos campings ou postos, mas, se preciso, usamos o chuveiro do motorhome, que tem água quente e é bem confortável", relatam.
Quando chegaram aos Estados Unidos, os quatro assistiram a alguns jogos da Copa nos bares de Nova Iorque, mas, durante o período de motorhome, estão vendo as partidas pelo computador e acompanhando os placares.
Moradores de Presidente Prudente (SP) fazem viagem de motorhome pelos EUA
Arquivo pessoal
Embora os dois motorhomes alugados sejam bem espaçosos, o primeiro não estava equipado com travesseiros e toalhas, ao contrário do segundo. No entanto, ambos contam com espaço de cozinha, banheiro com chuveiro, um 'quarto' com cama de casal e uma cama tipo 'beliche', além de ar-condicionado e a possibilidade de ampliação quando estão estacionados.
A rotina no motorhome também exige muitas paradas para abastecer o veículo e esvaziar o esgoto, o que tem encarecido a viagem.
"Nós abastecemos uma vez por dia, gastando em torno de $ 100 a $ 130 por abastecimento. A alimentação varia de $ 20 a $ 50 por pessoa, dependendo de onde paramos, com duas refeições por dia. Em relação aos campings, se ficamos em postos, não há custo. Já em campings, o valor varia: o mais barato foi $ 26, e o mais caro, $ 185, pois era um resort com estrutura completa, incluindo piscina e lavanderia. Em geral, escolhemos onde parar de acordo com a necessidade e a estrutura à frente."
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Além disso, a família está sempre atenta aos animais que podem aparecer pelo caminho, como ursos, cobras e outros bichos. "Também estamos tendo alguns problemas técnicos, até por ser a nossa primeira vez viajando de motorhome. Inclusive, os geradores dos dois motorhomes que alugamos quebraram durante a estrada. Precisamos ir ao mecânico e passamos alguns perrengues com o calor", contam.
Mas Marina e André garantem que tudo faz parte da experiência completa: "Muito diferente, divertido, alguns perrengues, mas com certeza estamos construindo memórias em família muito legais! Principalmente poder viajar com o nosso filho é muito especial para a gente. Já passamos por muitos lugares, estamos nos sentindo como em um filme".
Sonho realizado
Enquanto não chegam a Nova Iorque para o jogo deste domingo, os criadores de conteúdo aproveitam para refletir sobre o desempenho da Seleção Brasileira na partida dos 16 avos de final.
"A gente se surpreendeu bastante. O time conseguiu conduzir muito bem o jogo, e isso deu uma esperança de que a gente consiga também passar no próximo jogo, já que temos alguns jogadores que conhecem bem outros integrantes do time adversário e as estratégias do técnico estão dando muito certo", analisam.
"Nossas principais apostas são nas 'cartas na manga' do Ancelotti: Endrick, Neymar e etc. Mas todos os jogadores estão trabalhando bem."
Família está assistindo aos jogos do Brasil pela Copa do Mundo pessoalmente pela primeira vez
Arquivo pessoal
O jogo mais marcante para eles até o momento foi justamente o último contra o Japão. "Porque a gente tem uma superstição de que a Marina é 'pé-frio'. Então, ela precisa usar as camisas dos adversários para o Brasil ganhar. Neste jogo, a gente não tinha a camisa do Japão e estava bastante apreensivo, porque o jogo estava difícil", brincam.
Passado o nervosismo, ficam a esperança de trazer o hexacampeonato para casa e a gratidão por estarem vivendo a Copa do Mundo presencialmente pela primeira vez.
"É a nossa primeira Copa (tomara que de muitas). Nossa principal alegria sem dúvidas é poder proporcionar isso para o nosso filho. Ele está adorando, está vivendo cada segundo como se fosse um torcedor 'gente grande' (e ele só tem quatro anos). Para nós, é um sonho realizado", finalizam.
Moradores de Presidente Prudente assistem a jogos do Brasil pela Copa nos EUA
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