Manifestantes fazem ato na Av. Paulista pedindo prisão de agressores do cão Orelha, morto em Santa Catarina
01/02/2026
(Foto: Reprodução) Manifestantes fazem ato na Av. Paulista pedindo Justiça contra agressores do cão Orelha
Manifestantes realizaram um ato na manhã deste domingo (1°), na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo justiça contra os agressores do cão Orelha, vítima de maus-tratos em Santa Catarina.
O protesto em frente ao Masp reuniu vários defensores da causa animal, que pediram a prisão dos responsáveis pela morte de Orelha na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis.
O animal foi espancado e teve que ser submetido a uma eutanásia em razão dos profundos ferimentos sofridos durante as agressões.
Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista, Centro de SP, neste domingo (1°) em ato contra a agressão ao cão Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina.
Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil inicialmente investigava um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro. Na sexta-feira (30), um deles foi descartado da autoria após o inquérito concluir que ele não tinha envolvimento com os maus-tratos ao animal.
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Além de punição para os agressores do cão Orelha, os manifestantes gritaram palavras de ordem pedindo a redução da maioridade penal no Brasil. Políticos que defendem a causa animal também estiveram presentes.
Manifestantes fazem ato na Av. Paulista neste domingo (1°) pedindo Justiça pelo cão orelha, morto em Florianópolis (SC).
Reprodução/TV Globo
Manifestantes fazem ato na Av. Paulista neste domingo (1°) pedindo Justiça pelo cão orelha, morto em Florianópolis (SC).
Reprodução/TV Globo
Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista, Centro de SP, neste domingo (1°) em ato contra a agressão ao cão Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina.
Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
Manifestantes fazem ato na Av. Paulista neste domingo (1°) pedindo Justiça pelo cão orelha, morto em Florianópolis (SC).
Reprodução/TV Globo
Investigação policial
Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha
Na quinta-feira (29), a Polícia Civil em Florianópolis cumpriu dois mandados de busca e apreensão e recolheu os celulares de dois adolescentes investigados.
Segundo a corporação, com apoio de um monitoramento feito junto à Polícia Federal, foi possível identificar que os jovens anteciparam o voo de retorno ao Brasil. Eles foram intimados para serem ouvidos.
Ao todo, três adolescentes são apontados como autores do espancamento. Os nomes, idades e localização dos suspeitos de atacar Orelha não foram divulgados pela investigação, tendo em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.
Ato na Avenida Paulista, em SP, neste domingo (1°), pede Justiça contra os agressores do cão Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina.
Reprodução/TV Globo
O auto de apuração de ato infracional que apura o envolvimento dos jovens foi aberto pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Não há data marcada para eles serem ouvidos.
Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes também foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha durante a investigação do caso. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi o vigilante de um condomínio, que teria uma foto que poderia ajudar a esclarecer o crime.
A investigação também pediu a elaboração do laudo de corpo de delito do cão Orelha, para esclarecer as circunstâncias da morte.
Ato na Avenida Paulista, em SP, neste domingo (1°), pede Justiça contra os agressores do cão Orelha, em Florianópolis, Santa Catarina.
Renata Bitar/g1
O que aconteceu?
A Polícia Civil aponta que Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava. Ele foi encontrado ferido e agonizando por pessoas que estavam no local, levado a uma clínica veterinária e, no dia 5 de janeiro, submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
Exames periciais indicaram que o cão foi atingido na cabeça com um objeto contundente, ou seja, sem ponta ou lâmina. O objeto usado na agressão não foi localizado.
Cão Orelha, que foi agredido em Florianópolis
Reprodução/Redes sociais
A investigação também apura uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Há imagens dos adolescentes pegando o animal no colo e testemunhas relataram que viram o grupo jogando o cachorro no mar.
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Infográfico - morte do cão Orelha
Arte g1
Há imagens do crime?
Não existem imagens do momento exato da agressão, segundo a Polícia Civil. De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, a identificação dos suspeitos foi possível a partir da análise de outros registros feitos na região no mesmo período, além de depoimentos de testemunhas.
Mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança são analisadas, de acordo com ela.
Quem era o cão Orelha?
Orelha era um cão comunitário da Praia Brava e vivia em uma das casinhas mantidas para os animais que se tornaram mascotes da região.
Ele era cuidado por moradores e comerciantes locais e conhecido por ser dócil, brincalhão e muito querido por quem frequentava a praia, incluindo turistas.