Sabia que tem urso-polar em SP? Aquário da capital conta com uma família da espécie; veja VÍDEO
27/02/2026
(Foto: Reprodução) Sabia que tem urso-polar em SP?
O dia internacional do urso-polar é celebrado nesta sexta-feira (27). Mas sabia que existe uma família deles morando na cidade de São Paulo? Para você ter uma ideia, a caçula tem só 1 ano e 3 meses e pesa 120 kg.
É a Nur (luz, em árabe), a primeira da espécie a nascer na América Latina. Ela veio ao mundo com 300 g em novembro de 2024, no Aquário de São Paulo, na Zona Sul.
A pequena gigante é filha de Aurora e Peregrino, dois ursos-polares nascidos na Rússia que vivem há mais de 10 anos na capital.
Os machos podem ser até três vezes maiores que as fêmeas. Enquanto os ursos medem de 2,4 a 3 metros de comprimento e pesam de 250 a 770 kg, as fêmeas têm de 1,8 a 2,4 metros e pesam de 150 e 295 kg.
Originários do círculo polar Ártico e áreas continentais próximas, os ursos-polares se concentram em no território de cinco países: Canadá (60% da espécie no mundo), Estados Unidos (Alasca), Groenlândia, Rússia e Noruega.
"Nur representa esse compromisso com o bem-estar animal, a educação ambiental e a preservação da biodiversidade. Sob cuidados técnicos especializados, com acompanhamento veterinário constante e ambiente adaptado, ela é uma embaixadora da conscientização sobre os impactos do aquecimento global no Ártico", destacou a organização do Aquário de SP.
Aniversário de Nur
Quando completou 1 ano de vida, Nur tinha 1,65 m de comprimento e 93 kg. Na ocasião, a família ganhou um bolo de gelo preparado pelos cuidadores. A guloseima polar foi decorada com enfeites feitos com sucos de maçã e cenoura. A ursinha passou a manhã de aniversário cavando buracos no gelo e dando mergulhos na piscina do recinto em que vive.
Ursa Nur comendo bolo de gelo em seu aniversário de um ano
Aquário de São Paulo
O nascimento dela no Brasil é resultado de uma parceria internacional entre o Aquário de São Paulo e o Zoológico de Kazan, na Rússia. Também reforça o papel do Aquário como centro de referência em manejo e pesquisa desse animal na América Latina.
Os especialistas do zoológico do leste europeu afirmam que enviaram os animais ao Brasil como uma maneira de aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas e melhorar a educação de países mais quentes em relação ao Ártico.
Eles argumentam que esses ursos polares não poderiam voltar para a natureza, pois Aurora ficou órfã após a mãe dela ser morta por caçadores ainda na infância, antes de aprender a caçar. Já Peregrino, o pai de Nur, nasceu sob cuidados humanos e também não desenvolveu as habilidades de predador.
Este é o mesmo caso da ursinha. Como Nur nasceu em cativeiro, nunca aprenderá a caçar a foca-anelada, principal fonte de alimento do urso polar.
De acordo com a veterinária do Aquário, mesmo se ela aprendesse a buscar seu próprio alimento, ainda não existe um programa de reintrodução de ursos polares ao seu habitat natural.
Aurora e Peregrino, pais da Nur.
Divulgação/ Aquário de SP